Perim.etral














Quando te tenho próxima, não te quero próxima. Porque não és normal: como eu, como ele, como ello, como Alonso, como Guillermo, como Alberto Lleras, como Ela Fittzgerald. Nem como Ignés ou Mercedez. Já foi redesenhada a paisagem de Medellín, aquém-além da tua história. A cidade já abandonou as drogas mais pesadas, é o que se diz, enquanto manténs o hábito de descascar com as unhas o gesso de tetos e marquises, sob o olhar benevolente dos soldados de La Pacificación. Definham sob teus pés as plantas dos vales, enquanto os pardais voltam à cidade. Aos teus ombros, não mais. Porque olhas com outros códigos, outros ramos, outros grânulos nos olhos. E isso quase [eu disse casi] es volver lá atrás. Não te quero próxima porque não és normal como nin.g.uno más. Difícil aferir-lhe o alcance: a exata metade do perímetro dessa circunferência-de-compreensão que meus olhos mentais não são capazes de a.pal.par. E só tu achas esta figura geométrico-metafísica passível de ser avivada, no sentido mais íntimo e pessoal. Medellín está pacificada, mas tu não és como Ella.














Marcelo Novaes