Curadoria














Pequeníssima Loreley, ele se foi. Quis que eu ficasse por aqui, pra que você tivesse alguém à sua altura: um tanto culto e educado; retórico, verborrágico, logorréico. Não poderia ser ele: O Transcendente, ao menos pra você, desde que atravessou o rio da primeira vez. E era menos do que a avenida. Teu Espanto o Encantou, por ter te Encantado primeiro, o que tem algo de patético ou engraçado. [Como A Esperança e O Mago]. Signos são dados mortos, ele me disse certa vez, talvez por ver neles meros índices. Setas apontadas para o que já se sabe. [Ou já se soube]. Ocorre, Lory, que eu lhe falava dos signos nos rostos das pessoas, antes do Fascínio. Antes das Imantações de Atravessadores. [Ou mesmo depois...]. Signos são símbolos sobre superfícies vivas, aptos à Curadoria, mas ele não pôde flagrar o que meu olhar vê [e, desde então, já via], por não haver aplauso [ou eco] à sua Travessia. Não é interessante?! Lory, ele se foi. Alguém disse que ele nos escolheu, e não nós a ele [outro alguém dado a Epifanias & Mistificações]. Mas esta é outra [também pequena, ainda], que ficou desamparada: quando-ele-se-foi-sem-mais-volta.












Marcelo Novaes