Que os Momentos Extraordinários sejam Momentos. O Roçar da Bolha de Espuma sobre Tiro, Éfrem, Bizâncio. Uma Película-de-Tempo sobre Viena ou Monte Castelo. Que os Momento Extraordinários sejam Momentos, sem deixar de assumir o desbotado dos tecidos. Ainda que os espigões de aço meçam o que possam..., a lua, no entanto: só farol baixo. Que os Momentos Extraordinários assim o sejam, como fios d’água molhando os óculos na Noite Fabulosa. E que andem tais quais aqueles afeitos às Corriqueiras Coisas: dois passos atrás dos outros, sem que comecem a duvidar de si mesmos, só por causa disso. [Como ocorre, por vezes, a refugiados ou a Tentáculos de Polvo]. Que o Momento seja só Momento: quando a vida soa [ou pode soar] como Fogo Fátuo.
Marcelo Novaes