Quantos goles, ainda? Saciar a sede até a ruptura, até as rãs à margem do rio. [Até as rãs à margem]. Os goles necessários até os povos das mães-d’água e das mãos-sem-tinta. Percursos e processos até o ondular da serpente e a certeza supra-digital da pedra. Isso tem força e não dorme ingenuamente. Além-malícia que rapta e captura. Além-ganância que mata e rouba. Além da Fúria que encraveja e prega o Amor à ânsia. [Essas coisas tão distintas]. Quantos goles até a Fonte-que-não-dorme-e-desabriga-assombrações: somente férteis [ainda] por nossa desmedida infância.
Marcelo Novaes